Curitiba - Por modéstia ou superstição, são poucos os candidatos a deputado que afirmam ter sua eleição garantida. Da falta de recursos à verticalização das alianças, passando pelo bordão de que ''não existe eleição fácil'', as desculpas são muitas. Até mesmo candidatos que tradicionalmente tem uma reeleição folgada preferem não cantar vitória antes da hora.
O deputado federal Rafael Greca (PFL) é uma exceção. A modéstia não é o seu forte. Eleito em 1998 com a maior votação entre os candidatos à Câmara Federal (226.686 votos), Greca acredita que a eleição está garantida. O desafio pessoal do candidato agora é obter novamente a melhor votação.
O deputado não esconde sua motivação - retomar a liderança no PFL estadual. Greca ainda guarda o ressentimento por ter tido sua candidatura ao governo rejeitada em favor de Beto Richa (PSDB). ''Uma boa votação vai permitir que eu exerça o mando político do diretório estadual e municipal''.
A vontade de retomar as rédeas do PFL paranaense fez com que Greca desistisse de tentar uma reeleição à Câmara ou uma disputa pelo Senado. Exercendo um mandato na Assembléia Legislativa, Greca espera ter mais influência nas decisões dos políticos paranaenses. ''É importante para mim estar perto da população. E na Assembléia, que tem um colegiado menor, de 54 deputados, o trabalho do deputado aparece mais'', comenta.
O deputado também quer utilizar sua votação para decidir seu futuro político. Com uma passagem conturbada por Brasília, quando foi ministro dos Esportes e Turismo, a soma de 200 mil votos não parece ser mais uma expectativa realista. ''O futuro a Deus pertence. Dependendo da votação, veremos quais serão os próximos passos. É lógico que um cargo no Executivo me agrada, pois me agrada a possibilidade de fazer as coisas pela população'', afirma.(R.S.)

mockup