Briga de Pessuti e Requião chega ao Provopar
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quarta-feira, 07 de julho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O desentendimento entre o governador Orlando Pessuti (PMDB) e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) se transformou ontem numa briga pela presidência do Programa do Voluntariado do Paraná (Provopar). Em entrevista à imprensa logo após a posse do presidente do Tribunal de Justiça, Carlos Hoffmann, como governador, Pessuti afirmou que é tradição que o cargo seja da primeira-dama Regina Pessuti e que aguardou por 90 dias que a irmã de Requião, Lúcia Arruda, colocasse o cargo à disposição. ''Espero que ela tome uma atitude'', disse Pessuti, que também estaria interessado em exonerar a ex-primeira-dama Maristela Requião - presidente do Museu Oscar Niemeyer - e o ex-secretário de Comunicação Benedito Pires, que ocupa um cargo de assessor no governo.
O interesse de Pessuti em colocar a mulher no Provopar esbarrou em uma dificuldade técnica. A instituição é uma associação privada com diretoria eleita pelos associados, diz Lúcia. ''Sou voluntária, eleita presidente. Não tenho cargo nenhum para devolver para o governador'', explicou. Ainda segundo ela, Regina teria, por força do estatuto, direito a uma vaga no quadro de associdados da entidade. ''Mas ela nunca veio aqui'', disse Lúcia, eleita em 2006 e com mandato até dezembro. Uma nova eleição deverá ser convocada só em janeiro de 2011.
Requião ironizou a tentativa de Pessuti de demitir sua irmã. Segundo o ex-governador, as pessoas que trabalharam em sua gestão ''foram demitidas uma a uma'' numa atitute ''que mostra a pequenez da pessoa''.


