Brasília - O apoio à candidatura de José Serra está causando racha no PPB e pode provocar deserções no partido após as eleições. De um lado está a turma liderada pelo presidente do PPB, Paulo Maluf, e, de outro, a facção dissidente, composta pelo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, e pelo líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PPB), entre outros. ‘‘Existe uma corrente no partido que pretende examinar opções em outros partidos após as eleições, porque está em desacordo com a direção do PPB’’, disse Pratini de Moraes.
O pomo da discórdia teria sido a breve candidatura de Pratini à Presidência. Segundo Maluf, o ministro teria ficado ‘‘um pouco chateado’’ com a derrocada de sua candidatura. No fim de março, Pratini desistiu de se candidatar, segundo seus interlocutores, porque não recebeu apoio para se lançar candidato e que Maluf ocupou boa parte de seu espaço na tevê. ‘‘Maluf puxou o tapete do Pratini’’, afirma Barros.
‘‘O partido só tem condições de vencer eleições majoritárias em Santa Catarina e Rio Grande do Sul’’, reforça Pratini, que chega a expressar dúvidas sobre a possibilidade de Maluf se eleger em São Paulo.
Em seu melhor estilo, Maluf reagiu com ironia aos ataques: ‘‘Ricardo Barros não conseguiu nem eleger sua mulher para a Prefeitura de Maringá.’’ Segundo o ex-prefeito, não existe nenhum tipo de racha. ‘‘Tenho mais liderança que Temer (Michel Temer, presidente do PMDB) ou Bornhausen (Jorge Bornhausen, do PFL), porque não imponho nada.’’

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