Curitiba - A discussão pública entre dirigentes do PMDB expôs a divisão do partido quando o assunto é a disputa ao governo do Estado nas eleições de 2010. A ruptura ficou mais evidente depois que o secretário-geral do partido, João Arruda, declarou que o PMDB não apoiaria qualquer candidato do PSDB na disputa majoritária no primeiro turno das eleições. Arruda garantiu ainda que já haveria uma aliança com o PT neste sentido.
Ontem, o vice-presidente do partido no Paraná, Luiz Claúdio Romanelli disse que apenas o presidente poderia falar pelo partido e condenou a atitude do secretário-geral. ''Não pode um dirigente partidário, sem ouvir a comissão executiva e sem ouvir a bancada, sair ditando regras para as eleições.''
Romanelli disse acreditar que uma aliança com o PT estaria mais distante no momento. ''Chega a ser ingênua essa afirmação em relação ao PT'', afirmou. Para ele, os petistas estariam mais próximos a uma aliança com o PDT, uma vez que o próprio Lula já teria citado o senador Osmar Dias como o candidato de sua preferência.
O deputado afirma que defende a candidatura do vice-governador Orlando Pessuti, mas não descarta também a possibilidade de uma aliança com o PSDB - partido que teria como potenciais candidatos o prefeito de Curitiba, Beto Richa e o senador Alvaro Dias - ou mesmo com o PDT. ''Não estamos descartando nenhuma possibilidade'', completou.
O presidente estadual da sigla, deputado Waldir Pugliesi, preferiu atenuar as diferenças, alegando que as divergências seriam benéficas ao partido. ''O partido sempre que diverge mais adiante se fortalece'', disse. Ele afirma que a posição oficial é pela defesa da candidatura de Pessuti, mas que isso não impediria conversas com outros partidos. ''Estamos conversando para sermos apoiados e não para apoiar.''

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