Briga de deputados chega ao Conselho de Ética
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Catarina Scortecci <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A briga entre os deputados estaduais Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) e Tadeu Veneri (PT) chegou ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa (AL). O grupo, presidido pelo Pastor Edson Praczyk (PRB), deve analisar uma suspeita levantada por Stephanes Júnior, que alega que o petista teria usado verba de ressarcimento para pagar despesas com a campanha eleitoral de 2006. Já o petista nega qualquer irregularidade e afirma que Stephanes Júnior deve ''provar o que fala''.
Ontem, o peemedebista distribuiu à imprensa um relatório interno com valores liberados pela AL para pagamento de despesas feitas por Veneri. No relatório, consta que entre 30 de outubro e 11 de dezembro de 2006 foram liberados cerca de R$ 100 mil para o petista. Não há, contudo, a relação de gastos feitos com aqueles valores. ''Infelizmente, antigamente não se tinha controle. As notas fiscais não eram divulgadas como é hoje. Mas é muito dinheiro para praticamente um único mês e liberado logo depois do fim da campanha eleitoral'', atacou Stephanes Jr.
Já Veneri afirma que guarda todas as notas fiscais e que as despesas no final do ano ''geralmente são mais altas''. ''Tem calendário, jornal, revista, 30 mil correspondências'', comentou ele. Cada um dos 54 parlamentares tem direito a uma verba de ressarcimento de R$ 27,5 mil por mês, dinheiro que em 2006 poderia ser integralmente acumulado caso o parlamentar não utilizasse na íntegra. A liberação da verba de ressarcimento só ocorre depois que a AL recebe as notas fiscais e verifica se os gastos foram feitos com atividades ligadas ao mandato.


