Briga começou com prisão do policial Rasera
Curitiba - A guerra entre Requião e o MP começou nas eleições de 2006, quando a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) prendeu o policial civil Délcio Rasera, acusado de chefiar um esquema de grampo telefônico e que estava prestando serviços para a Assessoria da Governadoria. Outro agravante teria sido a exoneração do ex-promotor Luiz Fernando Delazari do MP, sem que fossem aceitos os pedidos de afastamento temporário para que ele pudesse acumular a função de secretário de Estado de Segurança Pública. A gota d'água foi a ação contra o governo do Estado pedindo a exoneração de todos os parentes do governador Requião, do vice-governador e dos secretários.
Na semana passada, Requião pediu a listagem de vencimentos e cargos de todos os funcionários do MP - que ainda não foi entregue. Se até terça-feira não receber, Requião promete entrar com uma ação civil pública contra o MP, que deveria zelar por transparência, pedindo o ressarcimento de valores recolhidos indevidamente e pagos para promotores e procuradores. ''Sob pena de cortar os recursos do MP'', salientou Requião, à FOLHA.





