SÃO PAULO - O governo federal registrou até ontem a adesão de 10.437 funcionários ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). O número corresponde a 3,18% do total de 320 mil servidores que podem participar do plano. A informação foi dada ontem em São Paulo pelo ministro da Administração, Bresser Pereira. Na quarta-feira foi encerrada a primeira fase do programa, que começou em 21 de novembro. Quem aderiu nesse período recebeu prêmio de 25% sobre o total da indenização.
O total de adesões até agora ficou abaixo da estimativa do governo. ‘‘Esperávamos um número maior de demissões’’, admitiu Bresser. A perspectiva do ministro é de que o PDV alcance 14 mil servidores até o final do programa, o que representa 4% dos aptos ao PDV. A estimativa do ministro no início do programa era de que 16 mil servidores (5% do total) se inscrevessem. ‘‘Mas acho que não conseguiremos atingir os 5%’’, declarou.
O governo deve economizar R$ 200 milhões por ano se forem alcançadas 14 mil demissões. O custo do programa até hoje foi de R$ 334 milhões. Até o final do PDV, o cálculo é de que sejam gastos R$ 448 milhões. De acordo com Bresser, o custo com o pagamento das indenizações pode ser recuperado em dois anos.
O ministro explicou que o fato de as adesões terem ficado abaixo do esperado possivelmente fará com que o governo aumente o número de demissões dos funcionários não-estáveis.
Bresser explicou que o êxito do programa de demissões do governo federal foi menor do que o dos Estados porque o salário médio do funcionalismo federal é de R$ 1,1 mil, enquanto em São Paulo - onde o PDV estadual teve adesão de 12,4 mil servidores - o salário médio é de R$ 600 e no Rio Grande do Sul R$ 500.

mockup