BRDE terá financiamento de R$ 450 mi para estados do Sul
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quarta-feira, 07 de outubro de 2015
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Os governadores da Região Sul lançaram ontem, em Curitiba, o programa BRDE Municípios. Pelo programa, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul irá disponibilizar R$ 450 milhões para financiar investimentos nos municípios dos três estados. A cota para cada estado será de R$ 150 milhões.
O programa foi lançado durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), e que teve a participação, também, do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. No encontro, os governadores também trataram de questões de interesse comum dos estados junto à União.
O programa tem três eixos principais de financiamento. Um deles é saneamento e mobilidade urbana, que envolve drenagem, tratamentos de resíduos sólidos e líquidos, pavimentação, iluminação pública, ciclovia.
O segundo eixo, que é o de infraestrutura social, urbana e rural, envolve escolas, postos de saúde, centros comunitários, melhorias em estradas vicinais, distritos industriais, infraestrutura turística. A outra vertente do programa é do desenvolvimento institucional, qualificação, modernização de processos e sistema.
"Vamos atuar nas áreas mais importantes para os municípios do Paraná, Santa Catarina e o do Rio Grande do Sul. Investir onde as pessoas vivem é a solução para o País sair da crise", ressaltou o diretor-presidente do BRDE, Neuto de Conto.
Para o prefeito de Assis Chateaubriand e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Micheletto, o programa do BRDE vem suprir a diminuição dos repasses federais aos municípios. De acordo com ele, neste mês, os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) diminuíram 38% com relação ao mesmo período do ano passado.
"Estamos passando por um momento difícil e agora vemos os governadores, por meio do BRDE, fomentando a área pública e o municipalismo, o que vai levar qualidade de vida à nossa gente. É um ato inteligente de fomentar as prefeituras do Estado", disse Micheletto. "Enquanto temos uma queda do FPM, vemos atos como este de alavancar e fomentar os investimentos municipais", afirmou.


