Brauer afirma que não guarda mágoa de Élcio
Wilson Tosta
Agência Estado
De Brasília
Sem guardar nenhuma mágoa. Assim, o brigadeiro Walter Werner Brauer, ex-comandante da Aeronáutica, afirmou que se sentia, após ter recebido a notícia da demissão do ministro Élcio Álvares do Ministério da Defesa. Pivô da crise na área militar iniciada no fim de 1999, que resultou ontem na saída de Álvares, Brauer elogiou o ex-chefe e afirmou nada ter a falar contra ele, que classificou de pessoa muito digna.
Nunca tive nenhum tipo de queixa contra o ministro; conosco, foi muito correto, afirmou o militar, por telefone, demonstrando tranquilidade, minutos após o anúncio da demissão, de sua casa, em Brasília.
Brauer admitiu que Élcio Álvares não teve participação na exoneração dele, em dezembro, do Comando da Aeronáutica, mas se recusou a comentar os atritos que resultaram na demissão do ex-chefe. Prefiro não falar; não tenho boa experiência em dar declarações à imprensa, declarou. O ex-comandante, porém, afirmou que a causa imediata da queda foi, provavelmente, a entrevista de Álvares à revista Época, que agravou o quadro de dificuldades contra o então ministro da Defesa. Para mim, não muda absolutamente nada, afirmou. Estou na reserva.
Brauer perdeu o cargo depois de demonstrar simpatia pela iniciativa da CPI do Narcotráfico na Câmara de quebrar o sigilo bancário da então assessora de Álvares no ministério Solange Rezende Antunes, o que foi interpretado como quebra de hierarquia. Ela foi demitida depois.





