Brasileiros esperam mais pela saúde
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de dezembro de 1996
Agência Estado Do Rio 
Uma pesquisa da Conferação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope constatou que a maioria da população brasileira espera que os novos prefeitos dêem prioridade à saúde, ao desenvolvimento da economia e à geração de empregos. Das duas mil pessoas entrevistadas, 14% responderam que as novas administrações municipais devem se preocupar em resolver os problemas da saúde e realizar medidas capazes de impulsionar a economia, enquanto 9% dos brasileiros pesquisados consideraram que as ações de pavimentação e asfaltamento são fundamentais.
A continuidade administrativa foi apontada por 4% dos entrevistados como principal iniciativa dos novos prefeitos. O ítem educação foi lembrado por 7% das pessoas como essencial para a sua região. A melhoria do sistema de água e saneamento básico foi destacada por 5% da população, enquanto a segurança pública e a assistência social são, para 2% do universo da pesquisa, como ação prioritária dos prefeitos eleitos.
O levantamento foi feito pelo Ibope entre 27 de novembro e 1 de dezembro com duas mil pessoas em todo o País com idade igual ou superior a 16 anos. Eles responderam à pergunta o que você mais espera do próximo prefeito do seu município.
No levantamento, o grupo formado por moradores da periferia indicou uma maior preocupação com saúde (20%). Com relação às faixas de instrução, quanto mais alta era a escolaridade dos entrevistados, maior foi o destaque dado às ações na área. No segmento com colegial incompleto e completo, 19% apontaram a eficiência dos serviços da saúde como fundamental e naquele com curso superior incompleto ou completo a taxa ficou em 18%, enquanto nas faixas de instrução inferiores o índice foi de 12%.
No segmento com renda familiar mais baixa - de até 1 salário mínimo mensal - a criação de empregos, abertura de frentes de trabalho e criação de indústrias são consideradas iniciativas mais importantes para 24% dos entrevistados. Em seguida, os que ganham mais de 1 a 2 salários representaram 19%.
A preocupação com a continuidade foi mais lembrada entre moradores das capitais (13%) e das cidades com mais de cem mil habitantes (9%). Ela é destacada entre as pessoas com instrução superior incompleta ou completa (9%) na região sudeste (7%) e na faixa de renda familiar de mais de 5 a 10 salários mínimos (8%). Nas cidades com até 20 mil habitantes o assunto mereceu pouca relevância (1%) e no grupo com renda mensal até 1 salário mínimo (2%).


