Brasileiro preso no Paraguai seria sócio de Beira-Mar
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A Polícia Federal informou ontem que o traficante brasileiro Israel Morel, preso na terça-feira no Paraguai, é um dos maiores fornecedores de maconha paraguaia para o País e um dos principais suspeitos da autoria de um plano frustrado para matar o juiz federal do Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira. Investigações da Polícia Federal indicam que Morel abastecia a quadrilha de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Com sua prisão, espera-se fechar o cerco a Beira-Mar que estaria foragido no Paraguai e deixaria de contar com a proteção de seu principal fornecedor.
Com a prisão, tiramos a possibilidade de apoio a Beira-Mar no caso de ele estar mesmo no Paraguai, afirmou ontem o chefe da Delegacia Nacional de Repressão a Entorpecentes da PF, Getúlio Bezerra. Além disso, a ocupação da área pela polícia inibe o tráfico e o contrabando. A prisão de Morel foi resultado do acordo de cooperação firmado entre a PF brasileira e a Secretaria Nacional Anti-Drogas do Paraguai, cujo objetivo é coibir o narcotráfico. Podemos até chegar a Beira-Mar, disse Bezerra.
Em meados da década de 90, Israel Morel e sua irmã Lucila lideravam, na região da fronteira com o Paraguai, no Mato Grosso do Sul, uma quadrilha de narcotráfico com ramificações internacionais. Os dois irmãos forneciam maconha e cocaína para Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, principal fornecedor dos morros cariocas na época. Israel Morel foi preso diversas vezes. Finalmente, a quadrilha foi desbaratada em 1996, quando dez de seus integrantes, entre eles Lucila, foram presos em flagrante com 96 quilos de cocaína.
A PF atribui a ele o plano para matar o juiz federal de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira. O juiz havia negado por diversas vezes o pedido para que Lucila e Evandro Souza um sobrinho de Morel que também está preso fossem transferidos para outros presídios, onde as chances de fuga seriam maiores.





