Brasil tenta extraditar Cacciola
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domingo, 12 de novembro de 2000
Agência Folha De Brasília 
O governo brasileiro tenta negociar um tratado de reciprocidade com a Itália que permita a extradição do banqueiro Salvatore Cacciola, foragido da Justiça brasileira há cerca de 90 dias e que foi localizado em Roma, na Itália, no início deste mês.
Como Cacciola tem cidadania italiana, hoje a extradição não é possível. Ele está com a prisão preventiva decretada no Brasil e chegou a ser preso pela Polícia Federal no dia 7 de junho deste ano, após ser denunciado com outras 11 pessoas pelo Ministério Público.
A Interpol brasileira e os policiais da Interpol italiana cercaram Cacciola no último dia 1º no aeroporto de Roma. Ele havia levado sua mulher para embarcar para o Brasil. Mas por ter cidadania italiana, Cacciola, que é acusado de gestão fraudulenta e lesão aos cofres públicos, não pôde ser preso e trazido ao Brasil.
A partir de agora, no entanto, o banqueiro está sob constante vigilância da polícia italiana e só poderá deixar o país com a autorização da Interpol.
Cacciola é ex-dono do banco Marka, que recebeu ajuda de R$ 1,6 bilhão do Banco Central para honrar contratos em dólar afetados pela desvalorização de janeiro de 99.
O banqueiro teve de informar seu domicílio à polícia. Ele está morando em um apartamento alugado num bairro nobre da cidade e estaria planejando se mudar para uma casa em dezembro.
No mês passado, o governo brasileiro pediu à Itália a extradição de Cacciola, depois de ter recebido a confirmação da Interpol que o banqueiro estava naquele país. Ele teria fugido para a Itália em julho deste ano.


