O ministro da Casa Civil, Pedro Parente, disse que, encontrado um desfecho para a crise Argentina, o Brasil irá superar ‘‘em curto prazo’’ as turbulências provocadas pela contaminação nas expectativas dos agentes econômicos em relação a economia brasileira. ‘‘Obviamente, não deixamos de passar pela turbulência, porque é uma turbulência geral, que atinge a todos, mas o avião é muito mais estável, com motores muito mais poderosos’’, disse Parente, ao garantir que, superadas essas dificuldades, o País reencontrará a rota do crescimento econômico sem grandes problemas.
O contágio da crise argentina, segundo o ministro, é mais facilmente observado no terreno das expectativas do que na economia real do País. Ele cita o quadro de normalidade institucional, a estabilidade econômica e os sucessivos superávits que diferenciam o Brasil da Argentina. O governo, como insistiu, está pronto para adotar as medidas necessárias para reverter o clima de incertezas. ‘‘Aqueles que poderiam ter algum problema maior já terão se precavido’’, apostou.
O ministro admitiu que o ‘‘leque de alternativas’’ das medidas em estudo contempla a possibilidade, se necessário, de um novo aperto fiscal; e defendeu a atuação do Banco Central, que, segundo ele, ‘‘está correto’’.
Segundo Parente, é preciso ‘‘reconhecer a competência e a forma cuidadosa’’ com que o BC vem atuando no mercado, a cautela em relação a colocação de papéis cambiais, e o poder de fogo da autoridade monetária para adotar ‘‘outros instrumentos’’, além da irrigação do mercado, para fazer frente à escalada do dólar. (Com Leandra Peres e Gerusa Marques)

mockup