Brasil pode exportar urnas eletrônicas
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Rodrigo Sais<br>De Curitiba 
O sistema de votação eletrônica utilizado no Brasil pode ser aproveitado por outros países da América Latina. Vinte e seis observadores internacionais acompanharam as eleições do último domingo no Paraguai, quando as 178 urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) foram utilizadas em sete cidades, atingindo cerca de 27 mil eleitores.
A utilização das urnas brasileiras teve destaque na imprensa paraguaia, que considerou a estréia do sistema um avanço. Jornais locais destacaram a velocidade maior, tanto na hora de votar, quanto no momento da apuração.
Segundo o presidente do TRE, desembargador Roberto Pacheco Rocha, pelo menos quatro países já demonstraram interesse em testar o sistema nos próximos pleitos. Os Estados Unidos já haviam estudado o sistema no ano passado, quando problemas na contagem dos votos atrasaram o resultado da eleição para presidência.
Pacheco Rocha destacou a economia que o sistema eletrônico traz ao país que o utiliza. ''Antes, a apuração podia demorar semanas, e nesses períodos os responsáveis pela contagem dos votos ficavam afastados de seus postos de trabalho. Isso representa um prejuízo para a economia do país que é eliminado com as urnas eletrônicas'', ressalta.
O presidente do TRE também elogiou a segurança que o sistema traz à apuração dos votos. ''Além de dificultar as fraudes, as urnas eletrônicas eliminam a chance de erros da contagem manual, quando a transferência de uma coluna para outra nas anotações podia conter erros'', afirmou.
Segundo o desembargador, as próximas eleições no Brasil podem contar com algumas urnas equipadas com uma impressora que registrará o voto em uma urna em separado, permitindo a contagem manual. ''Algumas pessoas questionam a segurança do sistema, e reivindicam as impressoras em todas as urnas. Essa amostragem mostrará que o sistema é seguro'', acredita Pacheco Rocha.


