Brasil perde Leonel Brizola
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segunda-feira, 21 de junho de 2004
Agência Folha 
O ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul e presidente nacional do PDT, Leonel de Moura Brizola, 82, morreu às 21h20 de ontem, de infarto decorrente de complicações infecciosas. Ele havia sido internado no início da tarde com febre, dores no corpo e disenteria, que sentia há quatro dias. Os primeiros sintomas surgiram durante uma viagem ao Uruguai, de onde ele voltara na última quinta-feira.
De acordo com seu assessor de imprensa, Fernando Brito, Brizola, que chegou ao hospital em cadeira de rodas, suspeitava de uma gripe ou até mesmo de uma ameaça de pneumonia. Ele estava fazendo exames quando, segundo o médico Marcos Batista, sentiu uma parada respiratória, depois diagnosticada como infarto.
Brito disse que o ex-governador estava bem durante o dia e que chegou a conversar durante uma hora com ele sobre política, antes da internação. À noite, com a notícia do agravamento de seu estado, correligionários e familiares foram ao hospital. A governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), chegou chorando à clínica, acompanhada de Anthony Garotinho, por volta das 21h30.
Neste ano, o PDT chegou a cogitar o lançamento de Brizola à Prefeitura do Rio. Ele concorreu à prefeitura em 2000, mas foi derrotado por Cesar Maia (PFL). Em 2002, foi candidato ao Senado, mas não obteve nenhuma das duas vagas do Estado.
Na eleição presidencial, Leonel Brizola apoiou Ciro Gomes (PPS) no primeiro turno e o presidente Lula no segundo, mas rompeu com o governo do petista por considerar que está fazendo uma gestão de continuidade à de FHC. Simpatizante de Getúlio Vargas, Brizola participou da criação do PTB, em 1945. Tornou-se um dos principais líderes nacionalistas de esquerda do país.


