Brasil On Line (José Antonio Pedriali)
desta semana, que o coloca muito abaixo de Jaime Lerner e, na simulação para o Senado, com um ponto a menos que Emília Belinati - que aparece com 12% das intenções de voto. Ele se apega a pesquisas regionais, que sempre o colocam na dianteira, e, acima de tudo, na do Datafolha do final do ano passado, que indicou seu empate absoluto - 35 a 35 - com Lerner.
Mas de lá para cá muita coisa mudou. Lerner deu início, enfim, a um programa intensivo de visitas ao interior e seu governo virtual, que predominou nos três primeiros anos de sua administração, começou a tomar corpo na forma de obras. Lerner está em posição privilegiada, pois tem pela frente um amplo calendário de inaugurações - como o da Chrysler, em Campo Largo - e se manterá em evidência na condição de governador.
O desafio de Álvaro é imenso. Mas ele está disposto a enfrentá-lo. E vencê-lo.
Cúpula petistaO ex-governador Álvaro Dias deixa amanhã a presidência da Telepar, numa retirada estratégica para não correr o risco de ter sua candidatura impugnada, e deve iniciar um retiro espiritual, que poderá se estender até o final de abril ou início de maio, para dedicar-se à reflexão sobre seu futuro político. A indefinição de Álvaro entre o Senado ou o governo do Estado tem sido, até o momento, um grande trunfo em sua estratégia política, pois com isso tem conseguido manter seus adversários reais ou em potencial em constante expectativa.
Esta indefinição, no entanto, é apenas aparente. Seu partido, o PSDB, já decidiu que terá candidato próprio ao Palácio Iguaçu - e nenhum nome tem a densidade eleitoral de Álvaro que, portanto, é o candidato tucano à sucessão de Jaime Lerner. Mas esta definição, no dizer de um assessor de Álvaro, não é definitiva - isto é, hoje Álvaro é candidatíssimo ao governo, embora nunca admita claramente esta determinação, mas é o caminhar da carruagem que irá, no momento oportuno, ditar a decisão final. A vaga no Senado que será aberta por José Eduardo Vieira (PTB) também é um atrativo estimulante.
O PSDB ainda não definiu a data da convenção que irá homologar seus candidatos. A Justiça Eleitoral determinou 31 de junho como prazo final, o Dia D para que todos os partidos lancem suas tropas para a conquista de uma cabeça-de-ponte em Nuremberg. Até lá, Álvaro terá de elaborar sua estratégia de desembarque e posterior conquista palmo a palmo do território inimigo e, para esta missão, ele não poderá contar com o apoio coordenado que os Aliados tiveram para lançar-se exitosamente sobre o Terceiro Reich.
O ex-governador gostaria - e quem não gostaria? - de ser apoiado por uma ampla aliança com os opositores de Jaime Lerner, mas uma rocha no caminho chamada Roberto Requião (PMDB) e uma pedra chamada PT tornaram essa proeza impossível. Essa aliança poderá se viabilizar no segundo turno, dependendo naturalmente do resultado das urnas, mas, no primeiro, vai ser cada um pra si e Deus pra todos.
Álvaro se recolhe, e mantém a confiança em seu bom desempenho. Ele desconsidera a pesquisa Brasmarket, publicada pela IstoÉ





