Brasil On Line (José Antonio Pedriali)
As consequências da decisão de domingo do PMDB para o cenário político nacional e regional são óbvias: Fernando Henrique Cardoso, salvo alguma catástrofe, está com a reeleição assegurada; e o senador Roberto Requião, pré-candidato do partido à Presidência, está fora do páreo, mesmo que insista que a decisão não é definitiva e só valerá de fato quando for sacramentada em junho, período estabelecido pela legislação eleitoral para os partidos oficializarem as coligações.
Para Requião, portanto, resta a aventura de disputar o governo do Paraná. Aventura, sim, porque, tal qual Fernando Henrique, Jaime Lerner vê a cada dia o horizonte se abrir, mais e mais, para sua pretensão de permanecer mais quatro anos no cargo.
No campo ético, o resultado da convenção revelou, nua e cruamente, o poder de convencimento quase irresistível do Palácio do Planalto. Convencimento baseado na troca de favores, na pressão e até na ameaça. Por que Paulo Afonso Vieira, governador de Santa Catarina, mudou na última hora o voto dos 27 convencionais de seu Estado, anunciados como de apoio à tese de candidatura própria? Porque o Planalto se comprometeu a antecipar receitas, a liberar empréstimos. E este foi apenas um caso.
E assim





