O deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do governo Jaime Lerner, Fernando Ribas Carli, ex-PDT, formaliza hoje sua filiação ao PPB. E manda ver: o Paraná segundo ele, ‘‘tropeça na desmedida ambição de suas principais lideranças’’. O governador, seu antigo companheiro, ‘‘vive uma estranha obsessão pela reeleição, que o faz passar como um trator sobre seus aliados, rompendo antigas alianças’’.
Petardo 2Buemba! Buemba! Macaquito Simão 171 Urgente: abram a cadeia e libertem os bandidos! É alucinação ou contrataram o colunista paulistano para escrever o script do requeijão? Ooops, da reeleição! Pois agora vêm com esta (e só faltava esta!): Itamar Franco fazendo queijadinha, ooops de novo, dobradinha com Luiza Erundina numa chapa para a presidência. Os dois na mesma chapa? Só se for para fritá-los. Rarará.
Desculpem, mas esta idéia, atribuída ao governador de Pernambuco Miguel Arraes e com a participação do presidente nacional do PMDB, Paes de Andrade, só merece ser interpretada como uma piada. E de muito mau gosto. A combinação perfeita de dois pratos típicos regionais, o requeijão mineiro com a buchada de bode, iguaria predileta dos sertanejos nordestinos. Requeibode!
A idéia é tão estapafúrdia que, cogitada em voz alta na tarde de terça-feira, já havia sido colocada no freezer na manhã de ontem. O requeibode é tão indigesto que não pode ficar exposto mais que algumas horas às condições normais de temperatura e pressão. Se ficar, azeda.
Itamar e Erundina para a presidência e vice, no ano que vem? Rarará, resumiria o colunista paulista. E quem seria o candidato a presidente e quem seria o candidato a vice? A ex-prefeita de São Paulo, com sua personalidade forte, aceitaria ser subordinada a um ex-vice-presidente que por força - e põe força nisso - do destino se tornou presidente? A autoridade vacilante máxima da República! Dá para imaginar o choque de personalidades? Choque ou terremoto?
E aí uma vizinha do padeiro da cunhada de uma amiga perguntou: o que estão propondo é uma aliança eleitoral ou união nupcial? Rarará. Minha santa periquita do bigode castanho, é maldade, pura maldade, baseada na solteirice da dupla, uma por opção, outra por contingência. Mas dá para conceber Itamar e Erundina no Palácio do Planalto? Ele, numa sala, em tertúlia com seus amigos mineiros, comendo pãozinho de queijo, e ela, em outra, dançando forró e comendo tapioca com jerimum ao som de Asa Branca de Luís Gonzaga?
Senhoras e senhores, distinto e amado público: o processo sucessório já está virando bagunça. E ainda falta um ano para as eleições. É preciso pôr ordem na casa. Ciro Gomes para a presidência? Sarney, Requião, Itamar, Victor Buaiz (estão pensando nele também!), quantos outros nomes serão lançados, quantas combinações serão propostas, quantas fusões serão aconselhadas para, em seguida, ser substituídos por outros, ressuscitados adiante para, mais uma vez, ceder espaço a novas indicações, novas especulações e novos recuos?
Enquanto o circo nos entretém, pobres mortais que somos, o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, homem de confiança do presidente, prognostica o óbvio, que as reformas do Estado, carro-chefe da campanha vitoriosa de FHC, só deverão ser concluídas na próxima administração. Então, ficamos assim: o governo FHC decreta sua morte e anuncia sua ressurreição para o ano de 1999. Até lá, senhoras e senhores, divirtam-se com os palhaços.
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