Brasil On Line (José Antonio Pedriali)
O presidente da Telepar, Álvaro Dias (PSDB-PR), reúne-se amanhã com a diretoria da Telebrás, em Brasília. A adequação do sistema de telefonia celular à Banda B, na iminência de entrar em operação, será o tema central do encontro. Mas Álvaro pretende aproveitá-lo para avançar nas negociações para dotar Curitiba do sistema digital de telefonia celular.
Epílogo em partesSe esta semana é considerada vital para o governo em duas questões cruciais, a quebra da estabilidade do servidor público e a prorrogação por mais dois anos do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), ela poderá ser decisiva para os planos de alguns deputados que querem resgatar a imagem, hoje bastante corroída, da Câmara e da função parlamentar.
O Congresso inicia a segunda semana de trabalhos extraordinários e tem nestes dois assuntos o pretexto para que os salários de seus membros sejam substancialmente engordados em R$ 16 mil, além dos R$ 8 mil normais. E isso para um período de três semanas de trabalho, uma vez que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), acena com a possibilidade de decretar férias na última semana do mês caso seus subordinados cumpram direitinho o dever de casa.
Líderes do governo e da oposição começaram a articular ontem a presença em Brasília do maior número possível de deputados. Os líderes aliados querem reunir no mínimo 490 deputados, o que dará quórum suficiente para que as duas matérias sejam colocadas em votação e, naturalmente, esperam eles, aprovadas. Os líderes da oposição precisam dispor de toda a sua tropa de lança em riste porque, prevêem, o combate será implacável e provavelmente definitivo. Pois nem o governo nem a Câmara estão dispostos a protelar ainda mais a decisão sobre estes assuntos para que possam avançar na discussão de outros, que congestionam a agenda parlamentar.
E a agenda da Câmara precisa avançar, e além de avançar os deputados sentem a necessidade de tomar a iniciativa em vários assuntos - como segurança pública, educação, saúde, reforma política etc., sem o que ficarão eternamente a reboque do Executivo. Esta situação de eterna dependência está se transformando no nó górdio da relação dos dois Poderes. Um grupo de deputados quer dar um basta na situação e já está se movendo para estabelecer uma agenda de debates que resultem em propostas específicas. O comportamento dos deputados esta semana vai revelar se esta disposição está disseminada na Câmara ou se se restringe a um pequeno e dedicado grupo.Banda B





