PFL, PPB e PSDB já selaram um acordo para as eleições do ano que vem em Santa Catarina: o candidato dos três partidos ao governo do Estado será o senador Esperidião Amin (PPB).
O substitutoA decisão tomada ontem pelo plenário do Supremo, mantendo no cargo o governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira, até a conclusão do processo de impeachment - caso a denúncia contra ele fosse aceita ontem pela Assembléia Legislativa - causou alívio aos líderes nacionais do PMDB, partido do governador, e evitou o confronto, esperado já para esta semana, entre o partido e o maior aliado do governo no Congresso, o PFL, principal articulador da tentativa de afastamento imediato do governador catarinense.
Os líderes nacionais do PMDB haviam deflagrado no final da semana um movimento de solidariedade a Paulo Afonso e ameaçavam retaliar o governo nas votações de matérias importantes que irão a plenário a partir desta semana - a primeira do período extraordinário de trabalhos - e abrir uma dissidência com o PFL que, na sexta-feira, fechou questão em torno do affair Paulo Afonso, exigindo que todos os seus deputados catarinenses votassem pelo afastamento do governador. As principais matérias que deverão ir a plenário esta semana são a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) por mais dois anos e a espinha dorsal da reforma administrativa, a quebra da estabilidade do servidor público.
‘‘O PMDB tem a tradição de permitir a investigação de denúncias contra seus membros’’, disse ontem o vice-líder do partido na Câmara, deputado Wagner Rossi (SP), mas não poderia permitir que o governador catarinense fosse linchado em praça pública ‘‘sem ao menos ter direito de defesa’’. Para Rossi, Paulo Afonso e o PMDB estavam sendo vítimas de ‘‘um complô político’’, uma vez que o PFL - e também o PPB, que tomou decisão igual a dos pefelistas - não deu chances para a defesa do governador. A inclusão do vice-governador José Augusto Hulse no processo de impeachment foi a gota d’água para o PMDB, que jamais aceitou que ele pudesse perder o mandato sem que nada, absolutamente nada, fosse apurado contra ele até agora. Portanto, para Wagner Rossi, a decisão do STF vai dar a chance de o PFL ‘‘reavaliar’’ sua atitude e criar um clima de ‘‘distensão’’ no Congresso e nas relações do partido com o governo federal.
- - - - -Acordo selado

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