As oposições não cedem: rejeitam terminantemente o acordo feito na quarta-feira que permitiu a aprovação, na comissão especial da Câmara, da prorrogação por mais dois anos do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). E prometem unir forças para impedir a aprovação da proposta pelo plenário da Câmara.
Perda globalOficializada a convocação extraordinária do Congresso, deputados e senadores terão no mês que vem a chance preciosa de tentar resgatar, pelo menos em parte, a credibilidade arranhada por uma sucessão de escândalos, e que culminaram com a denúncia de compra de votos de parlamentares a favor da emenda da reeleição. Mas a imagem do Congresso, que nunca foi das melhores, também se revelou opaca no processo de reformas estruturais iniciadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. As reformas são mais que essenciais, são vitais, para a sobrevivência do Estado brasileiro e, diante delas, muitos parlamentares se deixaram subjugar pelo corporativismo e por interesses pessoais. A pauta da convocação extraordinária da Câmara é enxuta. Deixando de lado os penduricalhos, os deputados terão de decidir pela aprovação ou não da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal e pela quebra da estabilidade do servidor público. Este último ponto faz parte da reforma administrativa, que se arrasta há meses na Câmara. Deputados e senadores que não comparecerem durante o período de convocação extraordinária terão descontos pesados, embora, financeiramente, os incentivos para que marquem presença são altamente estimulantes: cada um receberá R$ 16 mil reais, além dos vencimentos normais, que são de R$ 8 mil. Desde o início do governo FHC, o Congresso não cumpre o período normal de recesso, sendo convocado sistematicamente. Até agora, no entanto, a convocação extraordinária só foi eficiente num ponto: a aprovação da emenda da reeleição.A guerra continua

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