O deputado Nelson Meurer (PPB-PR) recebeu alta ontem e deverá estar em Brasília ainda hoje. Meurer foi operado do coração segunda-feira passada no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. O deputado deverá ficar 10 dias em repouso absoluto, retomando plenamente suas atividades somente dentro de um mês.
Pistolão
Quarenta e um senadores querem a substituição do superintendente da Polícia Federal Vicente Chelotti pelo delegado João Batista Campelo. Querem? Então vão ficar querendo: o ministro da Justiça, Íris Rezende, mandou avisar ontem que Chelotti é de sua inteira confiança.
Ele falará
O ministro Sérgio Motta, das Comunicações, vai, enfim, romper o longo silêncio a que se submeteu após ter sido acusado de ser o responsável pela compra de votos durante a votação da emenda da reeleição. Motta prometeu comparecer hoje à Comissão de Constituição e Justiça (CCF) da Câmara.
O outro nãoAs negociações entre o governo e as oposições sobre o texto final da Lei Geral de Telecomunicações deverão ser concluídas hoje à tarde, prevê o deputado Paulo Cordeiro (PTB-PR), membro da comissão encarregada de elaborá-la. As oposições apresentaram na semana passada 60 emendas ao projeto de lei, 30 dos quais já foram negociados. A lei, estima Cordeiro, deverá ser votada em sessão extraordinária da Câmara amanha de manhã e sua aprovação, aposta, será sacramentada por mais de 340 votos. A nova lei geral, observa o deputado, colocará o Brasil, em termos de legislação, entre os países mais desenvolvidos do mundo e trará investimentos, nos próximos seis anos, de aproximadamente 90 bilhões de dólares. Para Cordeiro, o principal ponto da lei será o estabelecimento de um órgão regulador. Este órgão, que ficará em mãos do Estado, terá a função de supervisionar e fiscalizar, em nome dos usuários, a prestação de serviços a ser transferida para empresas particulares. Embratel e Telesp serão as primeiras empresas a ser privatizadas, e o edital de privatização deverá ser publicado até o final do ano. A Telepar, junto com as demais ‘‘teles’’ regionais, serão agrupadas em cinco holdings, e sua privatização deverá estar concluída no final do ano que vem. ‘‘O setor será extremamente competitivo e eficiente’’, aposta Paulo Cordeiro, pois, segundo ele, terminado o processo de privatização, o governo irá permitir que outras empresas disputem os serviços.Alta médica

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