Brasil On Line - José Antonio Pedriali
O que quer Itamar Franco, afinal, o governo de Minas, como disse no domingo após reunir-se com FHC, ou a Presidência da República, como anunciou ontem? Itamar é mestre na arte de embaralhar os fatos para confundir os adversários (e muitas vezes a si mesmo). Agindo como age, cria expectativa no Palácio do Planalto e tira o sono do governador mineiro, Eduardo Azeredo (PSDB).
RifaNão são só deputados que se intrigam entre si, senadores que se indispõem com os colegas, os aliados do governo que se rebelam, traem, permutam com o Palácio do Planalto, a oposição que o tempo todo está de tocaia para dar o bote em FHC: o cipoal de intrigas atinge até mesmo os porões mais recônditos do poder. O presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), está atordoado diante de um inimigo oculto, contra o qual dispõe, no momento, apenas da arma da ameaça. A ameaça de adotar medidas drásticas, de demitir o(s) larápio(s), de prendê-lo(s) e arrebentá-lo(s), se necessário for. Pois o Congresso vem sendo vítima há várias semanas de furtos de documentos, de dinheiro em caixas eletrônicos, de carros de propriedade dos próprios agentes de segurança. Os furtos - o último foi sábado à noite, contra um caixa eletrônico do Banco do Brasil instalado no Senado - põem em xeque a competência do novo chefe de segurança do Congresso, Clayton Zanlorenci, advogado e funcionário de carreira da Casa. Zanlorenci foi nomeado por ACM, que demitiu o lendário Índio, apelido de Francisco Pereira da Silva, o todo-poderoso chefe de segurança do Congresso durante 12 anos. ACM não aponta o dedo acusador para Índio, mas tem a premonição de que amigo do alheio quer desestabilizar o seu poder no comando do Congresso.Sem destino





