As cúpulas do PSDB e do PFL estão avaliando desde o início da semana a possibilidade de coligação para as eleições estaduais do ano que vem. Pernambuco, Mato Grosso e Paraná são os Estados em que os dois partidos, segundo seus dirigentes, terão grandes dificuldades para saírem em dobradinha.
Porta fechadaA Comissão Mista do Orçamento irá convocar para esclarecimentos um representante do Ministério da Fazenda e outro do Tribunal de Contas da União (TCU). A comissão quer saber por que há números divergentes do balanço geral da União e por que o TCU não detectou essa falha. A iniciativa da convocação é do deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que resolveu meter o bedelho no entrevero entre o presidente FHC e o TCU. Pois o TCU, ao aprovar a prestação de contas do governo relativas ao ano passado, constatou que os gastos sociais foram reduzidos o ano passado em relação a 1995. FHC não gostou do puxão de orelha e acusou o TCU de ter-se equivocado. E o TCU se equivocou mesmo. E o governo também. A constatação é de Paulo Bernardo, que flagrou o TCU com o mico na mão quando o tribunal comparou os gastos em relação à saúde. O TCU baseou-se em informação do governo de que foram destinados para esta área R$ 27,8 bilhões em 95. Mas os gastos, na realidade, foram de R$ 14,93 bilhões. Ora, ora, como o governo poderia fornecer informações incorretas e como o órgão fiscalizador máximo da República poderia comer uma barriga dessas? Mas que houve redução nos investimentos para a saúde - e também para a educação -, isso houve. O governo gastou R$ 14,93 bilhões em 95 e R$ 14,37 bilhões ano passado. A redução, aplicando-se o IPC do período, foi de 16%. A educação foi menos penalizada, mas também sofreu: em 95, recebeu R$ 9,07 bilhões e em 96, R$ 9,15 bilhões. Os números absolutos aumentaram, mas submetidos ao IPC do período, constata-se uma redução de 12%.Alianças

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