Não bastassem as centenas de impostos existentes no País, o novo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, está estudando com assessores a possibilidade de decretar mais um. E este novo imposto, que poderá incidir sobre os combustíveis, será destinado - em tese, sempre em tese - a cobrir as despesas com a recuperação das intransitáveis rodovias brasileiras.
Em silêncioQuem diria, o ministro Sérgio Motta, das Comunicações, foi ontem o bombeiro no incêndio que começava a se alastrar na base parlamentar tucana! Pois foi o próprio quem tomou as rédeas da rebelião e convenceu Fernando Henrique a jogar pétalas de rosas sobre a tez pálida dos deputados, assustados com o teor do encontro noturno que o presidente mantivera segunda-feira com o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf. Os áulicos do ex-prefeito paulista alardearam, na manhã de terça-feira, que ambos fizeram uma permuta providencial: o ex-prefeito, guru do PPB, se comprometia a lançar sua bancada de lança em riste sobre a tropa da oposição, que teima em impedir o avanço das votações das reformas, e o presidente jurava neutralidade nas eleições do ano que vem para o governo de São Paulo. Como os tucanos poderiam admitir tamanha aberração, já que o governo paulista voltará a ser disputado pelo atual ocupante do cargo, o aliado de primeira hora de FHC e, como ele, fundador do PSDB, Mário Covas? Os tucanos saíram aliviados da festa que promoveram ontem em comemoração ao aniversário de FHC, pois o presidente lhes jurou que tivera apenas uma conversa amistosa com Maluf. FHC pediu ‘‘calma’’ a seus subordinados, recomendando-lhes que não ficassem aflitos ainda com o processo sucessório. Mas, nas bandas de Águas de Lindóia, onde os prefeitos de São Paulo realizam um congresso, Maluf brilhou como nunca e garantiu: está em campanha eleitoral. Só não sabe ainda o que vai disputar.



Ameaça explícita

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