Os prefeitos ganharam ontem um importante aliado em sua luta para impedir que os municípios continuem sendo um dos principais provedores do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), saiu em defesa deles, dizendo que irá se esforçar para que os municípios com até 150 mil habitantes sejam inteiramente excluídos do FEF. Foi a primeira vez que Temer se manifestou publicamente sobre o assunto.
Armas em punhoNem FEF, nem reforma administrativa, nem Lei Geral das Telecomunicações: o primeiro dia da semana parlamentar foi marcada por uma sucessão de adiamentos de votações importantes para o governo. Além da baixa presença de deputados, apesar da convocação expressa do presidente da Câmara, Michel Temer (PSDB-SP), o depoimento do ministro Sérgio Motta tumultuou o andamento dos trabalhos e dispersou mais ainda a já dispersa e sulfurosa base aliada. Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), líder do governo na Câmara, não se atreveu a abrir a votação do destaque mais polêmico da reforma administrativa, o que mantém - naturalmente a pedido da oposição - a estabilidade do servidor público. Se houver quórum, o tema fica para hoje. O governo dá sinais explícitos de que não se dispõe a desafiar a oposição sem o número necessário de soldados aliados e, mesmo assim, quer estar absolutamente convencido de que não será traído por eles. O Congresso, na realidade, está paralisado desde que o ministro Sérgio Motta foi atingido pelos respingos das denúncias de compra de votos durante a votação da emenda da reeleição. A paralisia do Congresso reflete também a paralisia do governo, que perdeu o poder de convencimento de seus parlamentares aliados.Aliado de peso

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