Fracasso ou estratégia? O novo líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), não conseguiu convencer os deputados a derrubarem o destaque apresentado pelas oposições à proposta de criação de um subteto salarial para os funcionários estatais e municipais. A proposta faz parte da reforma administrativa pretendida pelo presidente Fernando Henrique.
Ou estratégia?Hoje será o dia decisivo para o governo em seu já desgastante embate com as oposições e com sua hostil base aliada no processo de reforma administrativa enviado ao Congresso. A derrota de ontem, a segunda consecutiva na votação dos destaques do projeto de reforma, fez o Palácio do Planalto ficar em alerta. Fernando Henrique jogou todas as suas esperanças na capacidade de persuasão de seu novo líder na Câmara, Luís Eduardo Magalhães. E Luís Eduardo não conseguiu corresponder às expectativas do presidente. O fim da estabilidade do servidor público, pedra-de-toque do projeto de reforma, será submetido hoje à sua prova de fogo, pois os deputados aliados terão de derrotar o destaque das oposições, que veta esse dispositivo. A base aliada está dispersa e, caso as oposições se imponham, Fernando Henrique deverá desistir de vez de seu projeto. Fracasso?

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