Paulo Maluf (PPB-SP) inicia nos próximos dias uma maratona de visitas a cidades do interior de São Paulo. Maluf quer pavimentar o caminho para voltar a ocupar o Palácio dos Bandeirantes.
EncruzilhadaO Partido dos Trabalhadores enfrenta uma decisão crucial, a de continuar ou não mantendo em seus quadros os integrantes da ala ‘‘esquerda’’, que, na verdade, é um aglomerado de siglas de extrema-esquerda, muitas delas originárias da luta armada durante o regime militar. O dilema veio à tona neste final de semana, em São Paulo, onde o diretório nacional do PT esteve reunido para delinear uma linha de ação frente às recentes denúncias envolvendo sua direção e seu líder histórico, Luís Inácio Lula da Silva. Lula chegou a chorar durante a reunião do diretório, não só porque considera infames e infundadas as denúncias - até agora, de fato, o economista Paulo de Tarso Venceslau não apresentou nenhuma prova do envolvimento da direção do partido com a empresa Cpem - mas, acima de tudo, devido ao fato de que lideranças da corrente de esquerda o condenaram de antemão e exigem a convocação de uma CPI. A corrente de Lula, a Articulação, tem o controle de pouco mais de 50% do partido, e uma das causas dos constantes conflitos internos do PT é a eterna divisão doutrinária e programática dos dois grupos. Lula se sentiu traído por alguns dirigentes petistas, entre eles a ex-prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, que defendeu a ‘‘credibilidade’’ do denunciante Paulo de Tarso. Mas se Lula tentar se livrar se seus desafetos internos agora poderá, além de implodir o PT, comprometer para sempre sua imagem e a de seu partido.Em campo

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