Os prefeitos estão em pé de guerra contra o governo federal por causa da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Reunidos ontem em Brasília, cerca de 100 prefeitos das maiores cidades do país decidiram desencadear uma campanha nacional contra o Fundo. Célio de Castro, prefeito de Belo Horizonte e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, batizou o movimento de ‘‘cruzada’’.
Com o chefeNem o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Célio de Castro (PSB), entendeu bem: o presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu a ele e a uma comitiva de prefeitos que poderá ser criada uma ‘‘nova contribuição’’, semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), para compensar os municípios pelas perdas acarretadas com o Fundo de Emergência Fiscal (FEF). FHC recebeu os prefeitos no final da tarde, no Planalto, mas como seu porta-voz não comentou o assunto, a palavra ficou com Célio de Castro, que é também prefeito de Belo Horizonte. Os municípios e os estados estão perdendo anualmente 2,2 bilhões de reais em consequência do FEF, e este é o motivo da mobilização dos prefeitos. As prefeituras estão exauridas, as dívidas comprometem assustadoramente seus orçamentos, a folha de pagamentos ultrapassa, na maioria dos casos, o limite do bom senso. Portanto, elas não podem continuar perdendo fatia considerável do Fundo de Participação dos Municípios, que é desviada para o FEF - e, em última instância, para tapar os buracos do Orçamento federal. A nova contribuição, disse Castro que FHC teria dito, seria criada para que os municípios compensassem seus gastos com a Saúde.Cruzada nacional

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