Viagens ao exterior suspensas, presença em Brasília a qualquer custo. Estas foram algumas ‘‘recomendações’’ dos líderes aos deputados da base governista para que não se repetisse ontem o fiasco de quinze dias atrás quando, por um cochilo dos líderes e do presidente da Câmara, Michel Temer, o governo foi derrotado na votação de um destaque da reforma administrativa. O destaque vetou a criação de uma nova categoria de servidores públicos, sem estabilidade.
Sem perdãoA ameaça dos senadores que estão de olho no governo de seus estados, de vetar a reeleição dos atuais governadores - e, por extensão, dos prefeitos - está sendo encarada pelo Palácio do Planalto mais como uma manobra diversionista do que uma ameaça real. O líder do governo no Senado, Élcio Álvares (PFL-ES), garante que a maioria dos senadores rejeitaria esta proposta, que, aliás, é também vista com maus olhos pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). O PFL e o PSDB, por sua vez, estão articulando uma estratégia que contentaria a gregos, a maioria, embora contrariasse o interesse dos troianos (no caso, os governadores). E a estratégia é permitir a reeleição, uma única vez e sem a necessidade de se afastar do cargo, para o presidente da República e... para os prefeitos. Com isso, os senadores-candidatos ficariam satisfeitos e os cinco mil prefeitos do País, com seu enorme caudal eleitoral, se juntariam à causa da reeleição. Os governadores, pobre deles, ficariam à deriva, mas com o consolo de poderem ser reconduzidos ao barco a partir de 2.002.Todos a postos

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