Brasil On Line - José Antonio Pedriali
A torcida do quanto pior, melhor, está esfregando as mãos para ver qual será a solução salomônica que FHC vai encontrar para acalmar os rebeldes do PMDB, que estão se digladiando pelas duas vagas no primeiro escalão do governo. As vagas são duas, os interessados são 15 - e agora, FHC, o que será dos 13 condenados?
O manda-chuvaO governo e os planos sucessórios de Fernando Henrique Cardoso enfrentarão esta semana uma prova de fogo no Congresso. A reforma administrativa está praticamente nas mãos da oposição, que apresentou vários destaques, e caberá ao governo, para suprimi-los, garantir o voto de 308 deputados. Os destaques começam a ser votados hoje na Câmara. A base governista está dispersa e o PMDB, cujos votos são indispensáveis, ameaça rebelar-se se o presidente não atender suas indicações para as Pastas da Justiça e dos Transportes. Fernando Henrique promete pôr um ponto final no assunto hoje, quando retomar seus trabalhos após a viagem ao Uruguai. A emenda da reeleição, cuja análise o Senado encerrou na sexta-feira, recebeu várias emendas, uma delas proibindo a reeleição, sem o afastamento do cargo, de prefeitos e governadores. Se as emendas forem aceitas pelo relator, o assunto volta à Câmara - e, então, todo prognóstico é temerário. A reforma da Previdência, outra pedra no sapato de FHC, continua tramitando sonolentamente pelo Senado, que ainda nem marcou data para votá-la. A emenda fatalmente voltará à Câmara. FHC corre contra o tempo: sem as reformas, seu plano de reeleição sofrerá um abalo sísmico.
Os 13 condenados





