O senador Roberto Requião (PR) estava um doce de coco na reunião dos presidentes dos diretórios regionais do PMDB, realizada ontem em Brasília. Ele até conseguiu a façanha de tratar respeitosamente seu arquiadversário, o ex-governador Mário Pereira, um dos participantes da reunião.
Luz própriaO deputado Germano Rigotto (PMDB-RS), que ocupava até recentemente a função atualmente vacante de líder do governo no Congresso, está assumindo a presidência da Subcomissão de Reforma Tributária e promete: vai desengavetar e tocar adiante, de uma vez por todas, esta reforma que, segundo ele, ‘‘é tão ou mais importante que as demais’’. A reforma, considerada até recentemente por Fernando Henrique uma das prioridades de seu governo, dorme em berço esplêndido sem que nem o governo nem o Congresso se disponham a despertá-la. Para levar a bom termo sua missão, Rigotto terá de enfrentar adversários poderosos, principalmente dentro do próprio governo que não está disposto a abrir nova frente de combate com o Congresso, que ontem, por coincidência, passou-lhe outra rasteira ao rejeitar a criação de um novo contrato de trabalho, mais flexível, para os servidores públicos. ‘‘Há setores do governo’’, diz Rigotto, ‘‘que defendem apenas alguns ajustes infra-constitucionais para resolver os desajustes fiscais’’. A deputada Yeda Crusyus (PSDB-RS), por exemplo, argumenta que o Fundo de Estabilização Fiscal - cuja renovação está sendo debatida na Câmara - é suficiente para equilibrar o caixa do governo. Rigotto, no entanto, é frontalmente contra esses remendos e contra-argumenta que, sem a reforma - ampla, geral e irrestrita -, as empresas continuará perdendo competitividade no mercado, cada vez mais globalizado, e os impostos, principalmente indiretos, continuarão prejudicando principalmente as pessoas de baixa renda.


Cocada com goiaba

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