Brasília - Após quase quatro meses da extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, de Mônaco para o Brasil, o ministro Tarso Genro (Justiça) e o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, se reuniram com o diretor de Serviços Judiciários do Principado de Mônaco, Phillippe Narmino. Uma das intenções da conversa foi negociar um futuro acordo para a troca de experiências desenvolvidas no Brasil com as investigações realizadas pela Polícia Federal que tratam sobre lavagem de dinheiro.
Tuma Júnior disse que Narmino ficou ''muito bem impressionado'' com a tecnologia, as pesquisas e as investigações realizadas pelo laboratório de lavagem de dinheiro da Polícia Federal. De acordo com o secretário, Narmino quer negociar a troca de experiências de Mônaco com o governo brasileiro.
A extradição de Cacciola, de Mônaco para o Brasil, em julho, foi tratada de forma superficial no encontro, segundo Tuma Júnior. No entanto, Tarso comemorou quinta-feira a decisão da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 Região de manter a condenação de 13 anos de prisão do ex-banqueiro.
Sem entrar no mérito da decisão, o ministro disse que o fato da Justiça brasileira preservar a condenação do ex-banqueiro mostra o combate à impunidade no país. ''O Brasil tem se posicionado de forma muito pró-ativa e tem dado muitos exemplos'', disse o secretário.

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