ROMA - Os governos do Brasil e da Itália assinaram ontem acordo de cooperação contra o crime organizado, que prevê, entre outras coisas, ‘‘uma articulação com o sistema bancário para lidar com a lavagem de dinheiro’’, conforme disse Fernando Henrique Cardoso.
O acordo cria uma comissão mista comandada pelos ministros da Justiça do Brasil e do Interior da Itália (responsável pela segurança interna) para articular essas e outras ações.
Cada governo poderá solicitar ao outro a investigação, em seu território, de ‘‘atividades relativas ao tráfico ilícito de substâncias entorpecentes e psicotrópicas, ou de atividades relativas ao crime organizado e à reciclagem do dinheiro de procedência ilícita’’.
O texto prevê ‘‘rápida troca de informações relativas à luta contra o crime organizado e o tráfico ilícito’’ de drogas. Busca, igualmente, harmonizar as legislações nacionais, com idêntico objetivo. Pelo texto, os dois países comprometem-se a expulsar para o outro país e a apreender os bens de pessoas consideradas culpadas de crimes relativos ao narcotráfico.
Fernando Henrique Cardoso disse que o problema do crime organizado deixou de ser uma questão apenas nacional, para se transformar em internacional. Mas o próprio presidente admitiu que ‘‘essas coisas não produzem resultados imediatos’’.
Os dois governos assinaram também acordos de cooperação econômica, industrial e para o desenvolvimento; de intercâmbio científico e tecnológico e de cooperação cultural.

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