Brasil autoriza uso de armas pesadas para segurança
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de outubro de 1997
Agência Folha 
Brasília
O governo brasileiro autorizou ontem a entrada de armamentos pesados durante a visita de 46 horas do presidente norte-americano, Bill Clinton, ao país. A medida vale para Brasília, São Paulo e Rio, as três cidades incluídas no programa da comitiva norte-americana. O Ministério das Relações Exteriores não revelou a lista de armas apresentada pelos norte-americanos. Mas a Folha de S.Paulo apurou que foram incluídos pedidos para a entrada de metralhadoras e fuzis AR-15, além de vários tipos de armas leves.
A Folha de S.Paulo apurou que também foram autorizados 300 portes provisórios para revólveres de uso pessoal dos agentes de segurança. Até sexta-feira de manhã, o governo brasileiro estava disposto a manter a proibição. Mas havia sinais de que a decisão poderia ser revista, caso os pleitos fossem considerados razoáveis. As negociações duraram três dias e só foram concluídas na noite de anteontem. Os ministros Luiz Felipe Lampreia (Relações Exteriores) e Iris Rezende (Justiça) intermediaram as conversas. A Casa Branca enviou documento reiterando o pedido, na manhã de ontem.
Lampreia e Iris tiveram uma conversa rápida sobre o assunto, por telefone, e acabaram decidindo pelo fim da proibição. O governo norte-americano defendeu a necessidade de trazer armamentos pesados para a visita ao Brasil afirmando que Clinton e sua comitiva iriam a lugares perigosos, como o morro da Mangueira, no Rio. A primeira-dama Hillary Clinton também planejava visitar uma escola na periferia de Brasília ou São Paulo, o que poderia representar situação de risco.


