COISA PÚBLICA Brasil aparece em ranking indesejável País ocupou no ano passado o 46º lugar na classificação de uma ONG internacional sobre corrupção em órgãos públicos Benê Bianchi De Londrina A corrupção em órgãos públicos é um problema enfrentado por grande parte dos países do mundo e objeto de estudo da Organização Não-Governamental Transparency International (TI), com sede em Berlim (Alemanha) e 77 representações no mundo. Uma delas está no Brasil, a Transparência, Consciência e Cidadania, com sede em Brasília. Entre os trabalhos da ONG internacional está a divulgação, desde 95, de um relatório anual que mede o Índice de Percepção de Corrupção (IPC). Ano passado, em 99 países pesquisados, o Brasil ficou em 45º lugar, ao lado do Malawi, Zimbabwe e Marrocos. Em 99, houve uma melhora mínima em relação a 98, quando o País ficou em 46º lugar. O IPC levantou informações sobre propinas pedidas aos agentes internacionais por funcionários públicos de altos escalões. Os dados foram fornecidos pelos próprios governos e pelos organismos de financiamento externos e compilados por organizações como o World Economic Intelligence Unit, Gallup International, Freedom House e Wall Street Journal, entre outros. Como países menos corruptos aparecem, no ranking, a Dinamarca, Finlândia, Nova Zelândia e Suécia. Em último lugar ficou a República de Camarões. Entre os latino-americanos, o melhor colocado foi o Chile (19º lugar), seguido de Costa Rica (32º). A vizinha Argentina aparece em 71º lugar. Quando divulgou o resultado, o vice-presidente da TI Frank Vogl, disse que o Brasil está no grupo de países com ‘‘altos índices de corrupção’’. Desde 1995, a preocupação da Transparency International era medir o grau de honestidade dos políticos e funcionários públicos em quase uma centena de países. Ano passado, pela primeira vez, a organização fez duas listas: uma dos corruptos e outra dos corruptores, considerados igualmente culpados. Coordenado pelo Gallup International, o Índice de Percepção de Pagamento de Propinas (IPPP) indica os países-sede de corporações mais apontadas como corruptoras. Foram ouvidos 700 executivos, técnicos, advogados, câmaras de comércio e bancos em 14 países emergentes, inclusive o Brasil. China, Hong Kong, Coréia do Sul e Taiwan ficaram em último lugar entre os pesquisados, indicando que suas companhias são as que mais tentam corromper funcionários governamentais em processos de licitação. Suécia, Austrália e Canadá seriam os que têm menos empresas propensas a oferecer propinas. Os dois índices fazem o levantamento das suspeitas, não de provas concretas, usando meios diferentes. O Índice de Percepção de Corrupção é ‘‘a pesquisa das pesquisas’’, baseada em dados de 17 levantamentos feitos por dez instituições independentes que analisam as condições das empresas no mundo. O IPPP baseou-se em levantamento feito para a TI pelo Gallup Internacional. Os países pesquisados foram Índia, Indonésia, Filipinas, Coréia do Sul, Tailândia, Argentina, Brasil, Colômbia, Hungria, Polônia, Rússia, Marrocos, Nigéria e África do Sul. Fonte: Internet (O site da ONG Transparência, Consciência e Cidadania é www.tcc-brasil.org.br