Brandão quer aumentar bancada do PSDB
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quinta-feira, 20 de setembro de 2001
Luciana Pombo <br> De Curitiba 
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, disse ontem que irá se filiar ao PSDB na semana que vem e levará com ele cerca de 30 prefeitos da região de Andirá (no Norte Pioneiro). Ele já iniciou uma série de conversações com parlamentares da Assembléia para aumentar a bancada do PSDB de seis para oito deputados. Para isto, ele contará com a permanência no partido de Luiz Fernandes Litro (o único tucano que votou contra o projeto de iniciativa popular que pretendia impedir a privatização da Copel) e Sérgio Spada. ''Poderíamos ter ainda a vinda de muitos deputados para o PSDB, mas temos que articular para não enfraquecer partidos que podem continuar sendo nossos aliados políticos'', afirmou ele, sem querer identificar os partidos aliados.
Até o dia 2 de outubro, Brandão pretende ter nomes para compor a listagem de parlamentares que irão concorrer às eleições no ano que vem. Ele tem conversado também com outros políticos que não possuem cargos eletivos, mas que poderão reforçar o PSDB paranaense. Brandão tem mantido também contato com secretários de Estado na tentativa de levá-los para o ninho tucano. Estão sendo sondados os secretários estaduais Antonio Poloni (Agricultura), Nelson Justus (Transportes), Eduardo Sciarra (Indústria e Comércio) e José Tavares (Segurança Pública). Destes, o único que já teria acenado positivamente com a mudança partidária seria Poloni, que deverá se desincompatibilizar em abril para ser candidato a deputado estadual.
Outros secretários de Estado que podem ser candidatos nas eleições do ano que vem, não devem ingressar no PSDB. É o caso do Chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, que permanecerá no PFL e será candidato a deputado federal. ''O PTB e o PFL continuam sendo partidos confortáveis para o governo do Estado. Não existe porque fazermos uma debandada para o mesmo partido. Temos que pensar numa frente ampla de partidos para as eleições de 2002'', afirmou Guerra.
O próprio secretário de Comunicação, Rafael Greca (PFL), que deverá sair candidato no ano que vem, acredita que o momento político dentro do PSDB ainda é muito instável por causa das constantes ações e pedidos de liminares encaminhados à Justiça. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski (PFL), também avalia a hipótese de mudança partidária. ''Não descarto a possibilidade de ir para o PSDB. Mas vou analisar se existe viabilidade, se o quadro é estável para tanto'', avaliou.


