Curitiba - O PMDB e a ala do PSDB liderada pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão, ainda esperam entrar em acordo com a executiva nacional tucana antes do dia 5, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O presidente do PSDB nacional, senador Tasso Jereissati, baixou uma resolução na última sexta-feira determinando a anulação da convenção do partido no Paraná. A alegação é de que o resultado, a coligação com o PMDB do candidato à reeeleição Roberto Requião, não atende aos interesses da candidatura de Geraldo Alckmin. Já o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, afirmou que a ata com o resultado da convenção será registrada no TRE junto com o pedido de impugnação, que deve ser encaminhado ao Tribunal pelo diretório nacional.
''Vamos cumprir a deliberação da convenção e registrar a chapa. O ato da executiva nacional do PSDB é nulo porque está fundamentado em ato falso'', afirmou o advogado de Brandão, Guilherme Gonçalves. O ato falso a que se refere o advogado é o fato de o PMDB ter deliberado pelo apoio a Alckmin. Entretanto, sempre que questionado Requião limita-se a dizer que não viu o programa de governo do candidato para decidir se o apóia ou não. Gonçalves afirmou que existe a possibilidade de Brandão, que foi oficializado candidato a vice-governador na chapa de Requião, entrar na justiça comum. Entretanto, a cúpula do PMDB ainda espera que o PSDB não envie o pedido de impugnação ao TRE. ''Primeiro vamos ver se eles enviam'', afirmou o secretário-geral do PMDB estadual, Luiz Cláudio Romanelli. ''Acho que já estamos chegando num acordo'' completou o presidente estadual do partido, deputado Dobrandino da Silva.
Rossoni afirmou que não sabe de nenhuma mudança no processo e garantiu que a ata que será registrada no TRE dia 5 será exatamente o resultado da convenção, com a homologação da coligação com o PMDB e de Brandão na vice. Isso para não prejudicar os candidatos a deputado estadual, federal e ao Senado. ''E o diretório nacional do PSDB envia a impugnação'', explicou.
Apesar da indefinição do PSDB, no último sábado o governador anunciou mais um apoio à sua candidatura. Segundo Requião, o presidente da Força Sindical do Paraná, entidade que agrega em sua base cerca 1 milhão de trabalhadores, Sérgio Butka (PPS), declarou apoio à sua campanha. ''Todos os sindicatos do Paraná se reuniram e fecharam conosco e isso vale mais do que 50 partidos de aluguel que estão à venda em cada esquina'', ironizou Requião. Butka, que está filiado ao partido do candidato ao governo do Estado Rubens Bueno (PPS), também é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Na última sexta-feira, o primeiro vice-presidente da Força Sindical, o vereador de Curitiba Manassés Oliveira (PPS), anunciou a retirada da sua candidatura à Câmara Federal por não concordar com a aliança do seu partido com o PFL. A Folha tentou contato com Butka, mas não teve retorno das ligações.

mockup