Brasília - Exatos quatro anos e 38 dias depois de refundar o PFL rebatizado de DEM, o presidente de honra do Democratas, Jorge Bornhausen, anunciou ontem que está deixando a legenda e que ficará sem partido. Bornhausen diz que encerrou sua carreira política eleitoral. ''Daqui em diante, serei um apreciador e um torcedor'', declarou, revelando-se convencido de que sua ''função'' terminara.
Mas o ex-senador, que já governou Santa Catarina e foi ministro de Estado de vários governos, está longe da aposentadoria. Com ou sem filiação partidária. ''Ele não está na linha de frente, mas está aconselhando, amaciando os caminhos'', diz seu filho Paulo Bornhausen, deputado e hoje secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Santa Catarina.
Bornhausen deixou o DEM depois de travar uma guerra interna com a direção que ele próprio instalara, na condição de braço direito do articulador do novo PSD que, não por acaso, esvaziou o Democratas.

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