Bornhausen evita falar em nomes para 2002
Patrícia Zanin
De Londrina
Com a atração de lideranças como o prefeito de Londrina Antonio Belinati, o PFL espera fortalecer a sigla para o próximo ano e assim garantir seu projeto de lançamento de candidatura própria à presidência da República em 2002. Foi o que afirmou ontem em Londrina o presidente nacional da sigla, senador Jorge Bornhausen. Estamos nos preparando para reforçar o quadro em todo o País, disse o senador.
Segundo ele, o PFL tem hoje 3 milhões de filiados no Brasil e espera conseguir pelo menos mais 100 mil no dia nacional de filiação que será promovido no dia 25 de setembro. Queremos gente de qualidade e densidade, afirmou o presidente nacional do PFL.
Sobre os nomes que poderão disputar a presidência pelo partido em 2002, ele citou o do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães, o do vice-presidente da República Marco Maciel e o do governador do Paraná Jaime Lerner. Mas essa discussão sobre nomes só será feita em 2001, despistou.
Questionado sobre recente publicação no jornal Folha de S.Paulo de que estaria havendo uma costura para 2002 com Lerner à presidência e Roseana Sarney, governadora do Maranhão, para vice, Bornhausen disse primeiro que foi uma hipótese levantada. Depois, que tem sentido. Em seguida, afirmou que foi uma boa lembrança e terminou a entrevista dizendo que se tratava de um boato simpático.
Também evitou falar sobre candidaturas do PFL em 2002 o vice-presidente da República Marco Maciel. Ele disse que o partido dispõe de nomes muito bons e que certamente representarão muito bem a sigla. Ele disse não coloca seu nome para a disputa. Não estou postulando, nem admitindo, garantiu.
Maciel citou o Eclesiastes para dizer que não é tempo de especulações. Para tudo tem seu tempo e o tempo agora é de administrar. A sociedade espera dos governantes que consigamos resolver os problemas do País. Por isso é prematuro discutir a questão sucessória agora. Antes devemos tratar, como já estamos fazendo, de resolver as grandes questões políticas, econômicas e sociais do País, afirmou.





