Bornhausen critica apoio tucano ao PT
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de outubro de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen criticou ontem o apoio do PSDB à candidatura do PT no segundo turno das eleições em Curitiba. O senador esteve na cidade para prestar solidariedade à campanha pela reeleição de Cassio Taniguchi (PFL). É uma demonstração de que ele tem todo o partido a seu lado, afirmou o senador catarinense.
Bornhausen foi enfático ao falar do acordo selado entre o PSDB do Paraná e o candidato do PT, o deputado estadual Ângelo Vanhoni. É uma absoluta incoerência, porque o PT é o adversário do presidente da República e de seu partido. Ao demonstrar essa posição demonstraram incoerência e oportunismo. E essa decisão não tem o respaldo do PSDB nacional, salientou.
O senador explicou que para definir apoios no segundo turno, o PFL vai respeitar a posição daqueles que foram candidatos pelo partido e os acordos locais. Mas nós temos uma posição muito clara. Nós não apoiamos o PT porque vetou coligações com o PFL e, portanto, não merece o nosso apoio. Bornhausen afirmou que o PFL terá muito prazer em derrotar o PT em Curitiba e em Recife (PE), onde o prefeito Roberto Magalhães disputa a reeleição contra João Paulo (PT).
Na opinião do senador o resultado das eleições municipais não deverá influenciar diretamente na composição política para a disputa do próximo pleito, em 2002. Eu acho que a eleição municipal tem seus efeitos mais sobre a sucessão estadual. Se você fizer uma análise de números, os partidos que apóiam o governo fizeram 61% dos votos, isso é uma uma vitória, afirmou ele, recomendando, no entanto cautela para 2002. Ele concedeu uma entrevista coletiva, acompanhado do governador Jaime Lerner (PFL) e do deputado federal, Rafael Greca (PFL), que também dão um reforço à campanha.
Bornhausen se disse muito seguro da vitória de Cassio Taniguchi. Eu não acho que Curitiba vai trocar sua qualidade de vida e qualidade administrativa conquistada no curso desses anos pelo incerto. O prefeito considerou muito importante o apoio do presidente nacional do PFL. Isso significa que Curitiba é muito importante para que todos nós possamos, mais uma vez, dar sequência a todas as conquistas que cidade já teve, comentou.
Taniguchi não acredita que a manifestação pública de Bornhausen tenha sido feita com atraso. O apoio sempre existiu. Mas, no segundo turno se caracterizaram determinadas situações onde é necessária uma ação mais eficaz da direção nacional.
O candidato à reeleição negou que o seu vice, deputado estadual Beto Richa (PTB), possa ser substituído por um político mais popular. Não existe nenhuma verdade nisso. O deputado Beto Richa não só é popular, como também representa uma grande liderança. Jamais se cogitou isso. Taniguchi discordou do comentário feito pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, de que teria faltado emoção e calor humano nos programas políticos do primeiro turno. A emoção faz parte do nosso processo de comunicar-se com a população.
O prefeito garantiu que para o segundo turno não deverão acontecer mudanças radicais em relação ao direcionamento da campanha. Muda sim o empenho e a mobilização maior de nossa militância no sentido de ganharmos a eleição.
O aumento do número de vereadores eleitos pelo PT a bancada cresceu de três para seis também não preocupa o candidato do PFL. Nossa base de apoio são 25 vereadores dos 35 da Câmara. E, com certeza, mais alguns vereadores eleitos farão parte da nossa base de apoio.


