Bornhausen convida Lerner para disputar vaga ao Senado
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cúpula nacional do PFL quer o governador Jaime Lerner (PFL) como opção ao Senado. O presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen, esteve ontem em Curitiba para convidar Lerner a disputar a vaga pelo partido. Bornhausen, no entanto, voltou a Brasília sem uma resposta concreta do governador, que não simpatiza com idéia de concorrer a um cargo legislativo.
Lerner prometeu pensar no assunto, e lembrou que tem até a meia-noite do próximo dia 5 para decidir. Pela legislação eleitoral, os cargos no Executivo precisam ser entregues seis meses antes das eleições, marcadas para 6 de outubro. O PFL está preocupado em montar uma chapa forte, e quer ter nomes de reserva. Bornhausen voltou a repetir ontem que não recua em hipótese alguma da candidatura à presidência da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Para levar a candidatura própria até o fim, o partido precisa angariar nomes fortes para vice e Senado, além de garantir uma boa bancada federal, hoje com 96 deputados.
Correntes governistas avaliam, porém, que o PFL está indeciso, apenas ganhando tempo, antes de reatar a aliança de quase oito anos com o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Um dos indicativos seria a possibilidade de acomodação de pefelistas no governo federal.
O governador disse que não foi convidado pelo cacique pefelista para substituir Roseana na corrida presidencial, o que alguns lerneristas interessados em ver a sua ascensão, trataram de ventilar nos últimos dias. Lerner voltou a insistir na necessidade da aliança entre PSDB e PFL para manter a governabilidade.
Vou analisar (a proposta), porque exige a desincompatibilização e eu não estava cogitando isso. O governador considera sua presença necessária até o final do mandato.
Esta não é a primeira vez que a cúpula pefelista cogita Lerner para o Senado. No ano passado, Bornhausen havia feito o mesmo apelo. Mas o governador tem dito que seu perfil é de Executivo, e não de Legislativo.


