Curitiba - O ex-deputado federal José Borba (PMDB) afirmou ontem à Folha que, por enquanto, prefere não se pronunciar sobre a posição do presidente do PDMB no Paraná, Dobrandino da Silva. O presidente do PMDB no Paraná, afirmou ontem que o ex-deputado dificilmente terá legenda no partido para disputar as próximas eleições. Dobrandino, que participou ontem de uma reunião da executiva estadual, garantiu que não há nenhum processo de expulsão tramitando contra Borba, porém não descartou a possibilidade.
''O partido deverá tomar uma poisção com relação a isso nas próximas reuniões. Se depender de mim ele não terá legenda no PMDB. Acho que a maioria pensa assim'', afirmou Dobrandino. Para o presidente do PMDB a renúncia de Borba significa que ''ele tem culpa''. Segundo o deputado, durante a reunião da Executiva foi sugerido que Borba fosse ouvido. ''Mas eu sou contra. Ele vai dizer que não tem culpa. Então por que renunciou?''
Borba disse que ainda está muito cedo para pensar nas próximas eleições. ''Está cedo tanto para mim quanto para os outros que pretendem se candidatar''. O ex-deputado afirmou que ainda não conversou com a executiva do PMDB no Paraná sobre a sua renúncia. Ele afirmou que prefere não se pronunciar sobre a posição de Dobrandino porque acredita que isto não vai se concretizar. ''Somos bons e velhos amigos (referindo-se a Dobrandino). Não acho que vamos entrar no mérito da questão. Acho que pode ser revertido'', rebateu.
Quanto à renúncia, Borba afirmou que apenas lançou mão de um instrumento constitucional ao qual tinha direito. O ex-deputado reclamou que quem diz que sua renúncia comprova sua culpa tem um visão unilateral. O outro lado, segundo ele, seria a forma do seu julgamento dentro do Congresso. Por isso, ele justificou a renúncia alegando que o seu julgamento enquanto deputado, ''que seria feito com base em indícios, poderia não ser justo''. ''Então prefiro o julgamento popular, que é isento, justo'', argumentou. ''E mesmo saindo não fico isento do processo contra mim'', ressaltou.

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