Bonilha vence eleição na Câmara de Londrina
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Cristiane Oya <BR>Reportagem Local 
Com doze votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção, o vereador Orlando Bonilha (sem partido), foi eleito ontem presidente da Câmara Municipal de Londrina para o biênio 2003/2004.
A chapa composta ainda por Henrique Barros (PDT), como vice-presidente; Carlos Alberto Bordin (PPB), 1º secretário; João Dib Abussafi Filho (PRTB), 2ºsecretário; e Hélio Cardoso (PSC), como 3º secretário, derrotou a chapa encabeçada pelo pedetista Beto Scaff, e Leonilso Jaqueta (PMDB), Roberto Kanashiro (PSDB), Paulo Arildo (sem partido) e Jamil Janene (PDT).
Atualmente como segundo secretário da Mesa Executiva, Bonilha vibrou ao obter seu 11º voto, que lhe garantiu o cargo. ''Foi a eleição mais difícil que disputei até hoje. Fui muito humilhado em todos os sentidos. Para tudo que tenho até hoje, tive que lutar muito'', disse o vereador, bastante emocionado. Bonilha, que está em seu segundo mandato, também lembrou da cassação do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), em junho de 2000, quando presidiu a Comissão Processante e agradeceu o respeito do prefeito Nedson Micheleti (PT) que, segundo ele, não interferiu na eleição.''Assim como um torneiro mecânico chegou a presidência do Brasil, um açougueiro chegou a presidência da Câmara de Londrina'', disse. Além do salário de vereador, de R$ 4,5 mil, o novo presidente ainda terá uma verba de representação de R$ 2,3 mil.
Apesar da diferença de quatro votos entre as duas chapas, a eleição somente foi definida na hora da votação. No início da sessão, as duas horas da tarde, haviam seis candidatos. Somente após mais de quatro horas trancados na sala da presidência, os vereadores definiram pelas duas candidaturas.
Mesmo após encerradas as articulações e reiniciados os trabalhos da Câmara, a dúvida ainda pairava sobre os apoios dos petistas Márcia Lopes e André Vargas, e do suplente de Félix Ribeiro, Danilo Frisseli (PHS).
''Nós estávamos costurando uma aliança onde os vereadores do PT estavam nessa composição e existiam compromissos que nem cabe agora falar. Foi costurada pelo candidato Bonilha uma outra aliança e ele conseguiu levar junto o PT e o vereador Danilo Frisseli que também estava em uma posição difícil'', desabafou Scaff. ''Agora é trabalhar para garantir a governabilidade da Casa.''
Segundo André Vargas (PT), os votos à Bonilha retribuem o apoio dado pelo vereador a administração de Nedson. ''Com relação ao PT o entendimento é que o Bonilha tem sido um parceiro desde a primeira hora. Na questão do plebiscito da Sercomtel esteve conosco, na questão das últimas eleições, esteve com o Lula, apoiou o Requião, então votamos em alguém que com esforço muito grande tem procurado colaborar com o Legislativo.''
A vereadora Sandra Graça (PDT), que inicialmente também era candidata a presidência, justificou a abstenção por entender que as chapas não apresentaram propostas para a Casa. A posse da nova Mesa Executiva está marcada para o dia 2 de janeiro.


