Curitiba – O presidente eleito do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, Ivan Lelis Bonilha, prometeu ontem, ao tomar posse, fazer do TC um órgão mais aberto, que ouça a população, principalmente nas denúncias e nas representações envolvendo os órgãos públicos. Natural de Maringá (Norte) e servidor de carreira do Tribunal desde março de 1993, ele comandará a Corte no biênio 2015-2016, em substituição a Artagão de Mattos Leão. Também assumiram seus cargos o vice-presidente, Ivens Linhares, e o corregedor-geral, Durval Amaral. A cerimônia contou com as participações do governador Beto Richa (PSDB), do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Guilherme Luiz Gomes, além de secretários de Estado, parlamentares e outras autoridades.
De acordo com Bonilha, suas metas serão a redução da burocracia e a transparência nos atos. "O Tribunal não muda a sua forma de atuar. O que vai acontecer – toda a gestão estabelece isso – são prioridades. Faremos auditorias operacionais que possam avaliar com profundidade a gestão da coisa pública, e também continuar um processo que o Tribunal tem mantido nos últimos anos, de cada vez mais franquiar acesso das suas informações à população. O poder público tem que ser administrado em público, e não fechado", afirmou. As auditorias devem incluir áreas como saneamento, transporte coletivo, ocupação do solo, malha viária e meio ambiente.
Outro grande desafio da nova cúpula do TC é reduzir o estoque de processos "mecânicos". Em 2014, o órgão analisou um total de 23 mil documentos, cerca de mil a mais que em 2013. "Já foram estudadas algumas alternativas muito razoáveis para eliminar o grande volume de processos. Basicamente 60% deles são atos de admissão de pessoal, registro de concurso e aprovação ou julgamento de convênios e transferências voluntárias, que acabam emperrando a máquina, porque entram numa burocracia, eu diria, até meio burra", avaliou. Sem estipular um prazo, o conselheiro garantiu que irá concentrar esforços para "limpar e agilizar" a questão. "A ideia é sempre correr na direção do zero. Queremos nos debruçar sobre o que interessa, ou seja, os atos complexos da administração pública."

mockup