No Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina, Rodrigo Gouvêa (PRP), formado em Administração de Empresas, está em cela especial e na mesma ala onde, ano passado, estiveram presos também os ex-vereadores Henrique Barros e Orlando Bonilha, além do gerente-geral da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo Mendonça - os três, réus de processos de corrupção que rechearam a legislatura passada de escândalos políticos. De acordo com o diretor-geral do CDR, major Raul Leão Vidal, Gouvêa tem como companheiros da ala - que dispõe de 16 celas para presos com curso superior - também um zootecnista, dois policiais civis, um bombeiro, um dentista, um sargento da Polícia Militar (PM), além de outros dois presos.
Segundo o diretor, Gouvêa dispõe de um prazo de 72 horas, contado a partir da prisão, para que normas de disciplina do CDR sejam empregadas. O vereador, no entanto, já utiliza, o uniforme dos presos do local. Entre as regras, está o corte de cabelo do parlamentar, que, ao dar entrada na unidade prisional, passou por uma avaliação com médico, psicólogo, psiquiatra, assistente social e odontólogo. ''Como o advogado do vereador acredita que a soltura saia em até 48 horas, dei 72 horas (prazo máximo, de praxe) para que o cabelo dele não seja aparado - não será raspado: se é o gosto do vereador cultivar aquele cabelo (mais comprido), ele cultiva. Mas quem colocou ele aqui foi a Justiça, não nós'', definiu.
Vidal explicou que benefícios como banho de sol só valem ao apenado a partir do 20º dia de detenção, mesmo período a partir do qual ele pode ser encaminhado a alguma atividade laboral. Gouvêa só recebeu as visitas da mãe e do advogado, Alberto Melhado Ruiz, que, ontem, disse desconhecer as regras de disciplina do CDR, indagado sobre o possível corte de cabelo do cliente. (J.G.)

mockup