O diretor-geral da TCGL, Gildalmo de Mendonça, e o ex-vereador Orlando Bonilha (PR) podem passar por acareação no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) até o final desta semana. A sugestão foi feita pelo próprio Bonilha durante interrogatório prestado aos promotores na última sexta-feira, quando voltou a reafirmar a denúncia de pagamento de ''mensalinho'' para 11 parlamentares londrinenses.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, disse que está avaliando a conveniência da medida. ''É uma possibilidade porque a acareação, em alguns casos, mostra-se frutífera para as investigações.'' Questionado se Gildalmo pode se recusar a participar do ato, Flore respondeu que ''ele pode não falar, mas tem que comparecer''. ''Se houver recusa, isso fica registrado.''
No depoimento prestado na sexta-feira, Bonilha explicou aos promotores em detalhes as razões do ''mensalinho''.
''Que todos os vereadores que recebem sabem que o pagamento é uma ajuda de custo para evitar polêmicas sobre o transporte coletivo; que existem muitas reclamações de usuários, como número deficitário de ônibus em determinadas linhas, causando superlotação, não abordadas pelos vereadores porque as reclamações atrairiam a atenção da imprensa e da opinião pública, podendo prejudicar os interesses da TCGL; que estava implícito que os vereadores também deveriam evitar discussões a respeito de passes livres'', registra o ex-vereador no Termo de Declarações. A empresa e os vereadores citados na denúncia negam o ''mensalinho''.
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Outra denúncia feita pelo ex-vereador em seu último depoimento ao Gaeco indica que o controlador da Câmara, José Alfredo de Paula Jr. - que ocupa cargo de confiança -, devolveria R$ 2 mil de seu salário ao presidente da Câmara. O repasse, iniciado quando Bonilha ocupou a presidência, teria sido mantido na gestão de Sidney de Souza (PTB).
Há duas semanas, o ex-vereador fez acusação idêntica relacionada ao ex-diretor da Câmara, Rubens Canizares (PHS). Na oportunidade, Canizares e Souza rechaçaram a denúncia. Ontem, o presidente da Câmara e o controlador não foram encontrados pela FOLHA para comentar a nova declaração.

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