Evasiva na divulgação do que já apurou, a Comissão de Sindicância formada na Câmara de Vereadores de Londrina para apurar indícios de irregularidades no concurso público de 2006 anunciou ontem que o próximo dia 19 é o prazo de conclusão dos trabalhos, instituídos em portaria no último dia 15. Formado por servidores efetivos, o grupo salientou que não deve ouvir, no curso da investigação, nem o presidente, tampouco o diretor do Legislativo - respectivamente, o ex-vereador Orlando Bonilha e o agora vereador Rubens Canizares (PHS) - à época da contratação da empresa paulista CEMAT, que confeccionou e aplicou as provas. ''Entendemos que não há necessidade de ouvi-los até por uma questão de coerência com os trabalhos da forma como adotamos, porque, se houver fraudes, eles é quem responderão por isso nos foros competentes'', resumiu o presidente-relator da comissão, Robson Luiz Ramos.
Ontem, o grupo encerraria a fase de coleta de depoimentos ouvindo o diretor de planejamento da CEMAT Assessoria Jurídica e Administrativa Ltda, Tirso Fernandes Sobreiro, que não compareceu. Um novo depoimento só será remarcado caso a Câmara confirme que Sobreiro não recebeu o chamado, via Correio, a tempo de estar ontem em Londrina.
A Comissão arrolou para depoimentos os 10 primeiros colocados na prova, para a qual houve cerca de 10 mil inscritos às oito vagas disponibilizadas. ''Das 10 pessoas que chamamos, oito aceitaram comparecer. O teor do que disseram só vamos divulgar no final, no relatório, para evitar especulações'', afirmou Ramos.

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