Bonilha deve prestar depoimento hoje
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domingo, 30 de março de 2008
Vanessa Navarro<b>Reportagem Local 
O ex-vereador Orlando Bonilha (PR) deve depor hoje ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, no inquérito do caso Caldarelli. A informação foi passada pelo advogado dele, Ronaldo Neves, com a ressalva de que o interrogado se restringirá a dizer que só presta esclarecimentos perante um juiz.
Policiais procuravam Bonilha desde a semana passada para lhe entregar intimação. O depoimento estava marcado para a última quinta-feira. O delegado Alan Flore, chegou a declarar que se necessário faria a condução coercitiva do ex-vereador ao Gaeco, sob escolta policial, para que ele fosse pelo menos qualificado medida necessária devido ao indiciamento de Bonilha. Neves classificou a atitude como excesso.
Bonilha já foi qualificado duas vezes em outros inquéritos, bastaria a manifestação do advogado legalmente constituído. Mas como não queremos nenhum confronto com o Ministério Público (MP), vou levá-lo até lá, afirmou. O advogado frisou que seu cliente não foi localizado pelo Gaeco porque passou a semana em São Paulo, em compromissos pessoais, e que deveria retornar ontem. Ele tem o direito de ir e vir, de viajar quando quiser, não é foragido.
O depoimento deve acontecer pela manhã. No mesmo período, Flore espera ouvir o vereador afastado Osvaldo Bergamin (PMDB), também indiciado no inquérito que apura compra de votos na Câmara para aprovação de projeto de lei em benefício do empresário Marcelo Caldarelli. Bergamin foi co-autor da matéria, em 2005, junto com Renato Araújo (PP) este último redigiu a famosa lista com nomes de supostos vereadores que teriam recebido dinheiro para votar favoravelmente.
Constante na lista, o ex-vereador Henrique Barros (sem partido) depôs na última sexta-feira, em sua primeira aparição pública desde que deixou a carceragem do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina, em janeiro. Araújo e Flávio Vedoato (PSC) também foram ouvidos na semana passada.
Além de responder por este caso e pela suposta formação de quadrilha e concussão praticadas contra três empresários em 2007, Bergamin agora é investigado por manter uma assessora fantasma na Câmara.


