Bonilha convive com polêmicas
Lucilia Okamura
De Londrina
Apesar de estar cumprindo o seu primeiro mandato como vereador, o comerciante Orlando Soares Proença, mais conhecido como Orlando Bonilha, coleciona casos polêmicos. O mais conhecido é o das contratações irregulares na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), ocorridas em 98. O vereador foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por improbidade administrativa, entre outras acusações, e responde a ação civil.
Segundo informações que o MP divulgou na época, Bonilha foi beneficiado com as contratações porque teria ficado com os vencimentos de alguns ex-funcionários que foram contratados. A Câmara de Vereadores formou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) em 98 para investigar o envolvimento de Bonilha e de outros quatro vereadores no caso Carlos Kita (PSDB), Célio Guergoleto (PMDB), Jorge Scaff (PSB) e Jaci Aguiar (PPB). O plenário acabou decidido pelo arquivamento do relatório da CEI, que sugeriu aguardar a decisão da Justiça.
Em março de 99, Bonilha recebeu censura escrita da Mesa Diretora da Câmara por ter faltado com o decoro parlamenter ao agredir verbalmente a vereadora Elza Correia (PMDB). O caso aconteceu na sessão de 10 de dezembro de 98, quando Bonilha fez um pronunciamento. Senhor presidente e nobres pares. A vereadora citou o nome deste vereador. Eu quero dizer a Vossa Excelência que o meu nome não é osso para andar na boca de cachorro, disse, na época.
Até o sobrenome Bonilha é motivo de polêmica. O comerciante Waldemar Bonilha, de Londrina, briga na Justiça para que Orlando deixe de usar seu sobrenome. A alegação dada por ele, em dezembro de 97 (quando o caso se tornou público) é a sua aversão a políticos.
O Bonilha trabalha 12 horas por dia, 30 dias para mês e não gosta de políticos. Não me agrada ser tido como parente dele, disse o comerciante. Ontem, ele foi procurado pela Folha, mas disse que não quer se pronunciar porque o caso está na Justiça.
O comerciante contou que tudo começou há anos, quando abriu um comércio com um parante do vereador. A firma foi sendo passada para frente com o mesmo nome de fantasia. O vereador alegou, na época, que não iria abrir mão do sobrenome.





